Ele transpira Ifá o tempo todo. Vive Ifá com alegria e leveza. Para fugir do mecanicismo e do automatismo espiritual, Oluwo Adèlóná Isólá ensina as pessoas um Ifá movente, andante e vibrante.
Um peregrino do Absoluto
Oluwo Adèlóná Isólá é um mestre realizado do Ifá. Seu domínio não está relacionado às práticas de rituais ao pé da letra — embora conheça profundamente tais rituais. Ele entendeu através de sua experiência-vivência com Ifá que a melhor prática é pura espontaneidade.
Fortalecido por quase 24 anos de estudo e prática de Ifá, treinado no labor espiritual de outras práticas — yoga, taoísmo, dzogchen e sufismo — Oluwo Adèlóná Isólá é um peregrino do Absoluto. Ele se estabeleceu como professor de Ifá e mestre na tradição antiga dos iluminados: os videntes, os Alawos, oriundos da terra iorubá.
Nos últimos anos, viajou extensivamente pelo Brasil, Europa e Ásia para ensinar Ifá e aprender outras tradições. Ele criou uma forma de compreender Ifá que o situa no mundo de hoje — traduzindo-o para nosso tempo, compartilhando-o com pessoas de localidades e realidades diversas.
Sua abordagem é destemida, sincera e corajosa. A sabedoria que flui do coração do Oluwo Adèlóná Isólá toca grandemente seu público e ajuda profundamente seus discípulos e estudantes espalhados por várias partes do mundo.
Conhecimento que serve à vida
Doutor em Antropologia Social pela Universidade Federal de Goiás — o primeiro doutor de sua família. Uma trajetória que une rigor científico e prática espiritual sem hierarquia entre os dois.
Quatro pilares de um ensinamento singular
Não existe uma palavra única para o que o Oluwo Adèlóná faz. Mas existe uma coerência interior — quatro movimentos que se repetem em tudo que ele ensina.
Nomadismo Ôntico
Oluwo Adèlóná nomeou a sua prática de Ifá: nomadismo ôntico. Uma prática impregnada de paisagens e cotidianidades — que foge do mecanicismo e do automatismo espiritual. Ifá movente, andante, vibrante.
Iniciação Interna
O Oluwo retoma um recado de Ifá: 'awo após fazer iniciação continue iniciando.' A distinção entre iniciação externa — rotineira — e iniciação interna — por demais esquecida — é central em seu ensinamento.
Filologia da Subversão
Uma prática de tradução e interpretação que retira o véu colonialista dos textos sagrados. Ler, reler e atualizar as tradições sem seus construtos colonialistas — não é hostilidade, é higiene filosófica.
Peregrino do Absoluto
Fortalecido por quase 24 anos de estudo e prática, treinado também em yoga, taoísmo, dzogchen e sufismo. O Oluwo se estabeleceu como mestre na tradição antiga dos iluminados — os videntes, os Alawos.
O que o Oluwo ensina
Além dos ensinamentos fundamentais de Ifá, o Oluwo transmite saberes que possibilitam acesso a tradições esquecidas — um corpus que ele chama de iniciações secretas no caminho interior.
Èlà
Uma das tradições mais antigas e menos conhecidas da cosmologia iorubá — o Espírito que antecede a própria manifestação de Ifá. Èlà é o princípio luminoso que Oluwo recupera dos textos originais.
Ìwà Pẹ̀lẹ́
O Ifá como caminho de caráter — não como ritual, mas como prática cotidiana de existência. Ìwà Pẹ̀lẹ́ é o centro de tudo: antes do conhecimento esotérico, antes de qualquer sacrifício, o caráter.
Ebó Interno
O Oluwo distingue o ebó externo — amplamente praticado — do ebó interno, por demais esquecido. A transformação interior que nenhum ritual substitui e nenhuma iniciação externa produz automaticamente.
35 Deidades
Oluwo transmite as iniciações secretas nas diversas deidades que consistem no aprendizado do caminho interior — um mapa de soberania espiritual que não depende de passaporte geográfico.
Ìwé Nlá ti Òrun àti Ayé
O Grande Livro do Céu e da Terra — dez volumes escritos por Oluwo Adèlóná Isólá que formam a mais abrangente obra sobre a cosmologia iorubá produzida no Brasil.




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Livros Publicados
Além da série monumental, Oluwo Adèlóná Isólá publicou obras individuais que traduzem o pensamento de Ifá para leitores em diferentes estágios de seu caminho espiritual.
Ifá como objeto de rigor acadêmico
Dr. Patrick de Oliveira Silva — o nome civil por trás do sacerdócio — produz conhecimento científico sobre Ifá que une o rigor da antropologia social com a autoridade de quem vive a tradição por dentro.
A intoxicação do Itàn
O ensaio propõe uma análise crítica da crise contemporânea na transmissão, tradução e uso das narrativas (itàn) no interior da Tradição de Ifá. Partindo do reconhecimento do itàn como tecnologia narrativa do sentido — inseparável do Odù, do contexto ritual, da língua iorubá e da ética do bem-viver (Ìwà Pẹ̀lẹ́) — o texto denuncia os processos históricos e atuais que têm produzido sua intoxicação: traduções deficientes do iorubá para o inglês e o português, literalizações modernas, moralizações coloniais, invenções narrativas irresponsáveis e instrumentalizações de poder.
Transe Místico no Candomblé de Rito Nagô
Pesquisa de doutorado que investiga as dimensões do transe místico no Candomblé de Rito Nagô — uma análise rigorosa que atravessa a antropologia social, a fenomenologia da experiência religiosa e o conhecimento interno da tradição iorubá. Defendida em 04 de setembro de 2025.
Orúnmila é maior que nossas fronteiras
O que legitima um Bàbáláwo é: profundidade, ética, Ìwà Pẹ̀lẹ́, capacidade de transformação, responsabilidade espiritual, comunalidade e verdade diante do sagrado.
Se alguém passa 24 anos na Nigéria e continua arrogante, manipulador, narcisista, autoritário e violento espiritualmente — pode ter acumulado informação ritual, mas continua distante da verdadeira sabedoria de Orúnmila.
Muitos defendem 'pureza africana' enquanto reproduzem estruturas profundamente coloniais de poder. Transformam Ifá em sistema hierárquico, em mercado espiritual, em mecanismo de submissão. Isso não é libertação ancestral — é repetição da lógica colonial através de linguagem africana.
O Àṣẹ atravessou o Atlântico. A memória atravessou o Atlântico. Os ancestrais sobreviveram ao colonialismo exatamente porque a tradição não depende apenas de território, mas de continuidade viva da consciência.
Orúnmila é maior que nossas fronteiras.
A tradição iorubá jamais teve um Vaticano africano centralizado. Sempre existiram múltiplas linhagens, múltiplas formas de transmissão, múltiplos centros de saber.
Historicamente, Ifá nasceu em território iorubá. Isso é fato histórico e civilizacional. Mas nenhuma tradição viva permanece aprisionada ao seu território de origem. O budismo saiu da Índia. O yoga saiu da Índia. O islamismo saiu da Arábia. Nenhuma dessas tradições permaneceu 'propriedade étnica' de um povo apenas.
Se Ifá só pudesse existir na Nigéria, então o próprio destino histórico dos povos africanos escravizados teria sido um fracasso espiritual absoluto. Porque os Òrìṣà atravessaram o Atlântico. O Àṣẹ atravessou o Atlântico.
Eu respeito profundamente a Nigéria, os antigos, as linhagens tradicionais e os mestres africanos. Sempre respeitarei. Mas respeito não significa submissão intelectual nem servidão espiritual. Ifá é sabedoria viva. E sabedoria viva não pode ser aprisionada por nacionalismo religioso.
Assistir ao Oluwo
Três conversas essenciais para quem está começando — ou recomeçando — o diálogo com Ifá.
Reitor Fundador de uma
universidade que não cabe em paredes
A Universidade Faraimará tem uma proposta outra, desafiadora — ler, reler e atualizar as tradições que nos legaram nossos antepassados sem seus construtos colonialistas. Não é uma formação: é uma de-formação.
Para quem quer aprender a pensar e viver Ifá fora da caixa, das relações de poder e subjugação. O entendimento rizomático — raízes longas de vários lugares, origens múltiplas que se ampliam, não se contradizem.
"Retomar as práticas antigas para contextualizá-las no mundo de hoje é o trabalho da Faraimará. A melhor forma: limpar o que chegou até nós por influências coloniais."


